Hino de amor

Por uma suprema causa
Vertemos lágrimas perenes
Símbolo de um puro amor a ti
Que os séculos testemunham.

No teu ventre mártir
Acolhes a Morabeza cantada
Pelo amor dos teus filhos
Que te enlaçam com eterna memória.

O sangue dos teus mártires
Cobre todo teu verde nome
Arranca o pranto ao amor
Dos filhos que em ti confiam
Fiéis ao teu infausto solo.

No teu mutilado fado
Nas tuas opulentas montanhas,
Em vértices formadas,
Erguidos hoje em pias mãos
Dos teus filhos,
Há ecos de gargalhadas libertas...

Pelas tangentes das montanhas
Pela sequidão dos céus
Ecoam vozes saudosas
De esperanças ressuscitadas
Em anúncio profético da liberdade.

Quando nós em pó desfeitos
Altivos ficarão os montes,
As rochas, o céu destas ilhas
Como eternos testemunhos,
Decantando os versos sublimes
Dum amor filial sem igual.


V o l t a r