José de Resende Costa

                 

Marcelino de Resende Costa
                 

António Resende COSTA *

Nasceu: 17 Nov 1831, Praia, Santiago, Cabo Verde 1

Casou-se com (1): Teresa Semedo CARDOSO * 28 Nov 1857 em Praia, Santiago, Cabo Verde

  • Ludovina da Graça RESENDE *+
  • Maria de Jesus Barbosa RESENDE *+
  • Francisca de RESENDE+
  • Ana de Resende COSTA+

Teve um filho com (2): Maria do Rosário Coelho de BRITO in Praia, Santiago, Cabo Verde

  • Arsénio Resende COSTA+

Teve um filho com (3): Desconhecida

  • Marcelino de Resende COSTA+

Faleceu: Antes de 1890, Praia, Santiago, Cabo Verde aos 59 anos.
Buried: Antes de 1890, Praia, Santiago, Cabo Verde

Acontecimentos notórios de sua vida:

  • Ocupação: Proprietário rural: S. Nicolau Tolentino, São Domingos, Cabo Verde. foi também, funcionário aduaneiro e depois professor primário oficial



António casou-se com Teresa Semedo CARDOSO *, filha Pedro Semedo CARDOSO , II * e Maria Albertina Frederico HOPFFER *, 28 Nov 1857 em Praia, Santiago, Cabo Verde. (Teresa Semedo CARDOSO * Nasceu Cerca de 1838 em S. Nicolau Tolentino, São Domingos, Cabo Verde, faleceu Depois de 23/9/1904 em Praia, Santiago, Cabo Verde and was buried in Praia, Santiago, Cabo Verde.)


António viveu com Maria do Rosário Coelho de BRITO in Praia, Santiago, Cabo Verde.


António viveu com Desconhecida.

Sources

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1 Testemunho de parente próximo, escritos de Francisco Xavier Mascarenhas.

António de Resende Costa     se casó el  (28-11-1875) con    Tereza Semedo Cardoso

Teresa Semedo CARDOSO *

Nasceu: Cerca de 1838, S. Nicolau Tolentino, São Domingos, Cabo Verde

Casou-se com: António Resende COSTA * on 28 Nov 1857 em Praia, Santiago, Cabo Verde

Faleceu: Depois de 23/9/1904, Praia, Santiago, Cabo Verde aos 66 anos.

Buried: Praia, Santiago, Cabo Verde
Another name for Teresa was Tereza Rezende.


Acontecimentos notórios de sua vida:

• profissão: Proprietário rural: Praia, Santiago, Cabo Verde. 1



(1838-1904)

Teresa casou-se com António Resende COSTA *, son of Marcelino de Resende COSTA * and Ludovina da Graça MONTEIRO *, on 28 Nov 1857 in Praia, Santiago, Cabo Verde. (António Resende COSTA * was born on 17 Nov 1831 in Praia, Santiago, Cabo Verde,2 died Antes de 1890 in Praia, Santiago, Cabo Verde and was buried Antes de 1890 in Praia, Santiago, Cabo Verde

 

1 -Certidão de nascimento de António Santos passada em 13/9/1976. Folhas 139 verso, margem nº 104, Certidão de nascimento de António Santos passada em 13/9/1976. Folhas 139 verso, margem nº 104.

2- Testemunho de parente próximo, escritos de Francisco Xavier Mascarenhas.

                                                                                                               

Bisnieta de Pedro Semedo Cardoso II 

Pedro Semedo CARDOSO , II *
Nasceu  cerca de 1818, Cabo Verde
Casou-se com: Maria Albertina Frederico HOPFFER *
Faleceu: depois de 1865 aos 47 anos. (*1)

Acontecimentos notórios de sua vida:

• Haveres, bens e propriedades: 27 escravos a seu serviço, 1856, Praia, Santiago, Cabo Verde. (*2)

• Residência, 1856, São Nicolau, Cabo Verde. (*3) veio a residir em Santiago.

Décimo Noveno Gobernador del Archipiélago de Cabo Verde (Año 1650)

( 1818 - 1865 )

 

Pedro casou-se com Maria Albertina Frederico HOPFFER *, Filha de João José António FREDERICO * e Maria dos Santos MONTEIRO *. (Maria Albertina Frederico HOPFFER * Nasceu cerca de 1820 em Santiago, Cabo Verde.)

1 Raciocínio dedutivo, de Jorge Sousa Brito. pela foto disponível pode-se estimar a idade que tinha na altura em que a tirou. Parecia estar com uns 70 anos.

2 Trabalho de Investigação, António Carreira, Cabo Verde - Formação e Extinção de uma Sociedade Escravocrata (1460-1878) (Edição (3ª da obra) do IPC (Instituto da Promoção Cultural) na colecção "Estudos e Ensaios". Publicado na Praia em Dezembro de 2000. A 1ª edição (580pp. 40 fotos e 1 mapa) foi da Imprensa Nacional, em 1972, no Porto.), apenso nº 5, pg 471. Nº 309 da Relação dos senhores proprietários de escravos da ilha de Santiago-Praia; publicada em 1856. (Livros nºs 326 e 327).

3 Ibid, apenso nº 5, pg 471. Nº 309 da "Relação dos Senhores Proprietários de Escravos da ilha de Santiago-Praia"- publicada em 1856. (Livros nºs 326 e 327).

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Table of Contents

 

Jorge Sousa Brito

 

Pedro Semedo CARDOSO *

Born: antes de 1599
Casou-se com: Beatriz Monteiro de QUEIROZ * in Cidade Velha, Ilha de Santiago, Cabo Verde.
Died: Depois de 1651, Cidade Velha, Ilha de Santiago, Cabo Verde at age 52
Buried: Depois de 1651, Cidade Velha, Ilha de Santiago, Cabo Verde.

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Anotações gerais:

Nasceu no séc. XVI na ilha de Santiago e faleceu na mesma ilha no séc. XVII. A sua pedra tumular refere que era "Fidalgo de antiga linhagem nos reinos de Portugal! pelos seus antepassados, governador e capitão geral que foi destas ilhas de Cabo Verde e seus distritos" Cargo para que foi indicado a 10 de Outubro de 1650 sendo demitido a 24 de Setembro de 1651.

Era proprietário agrícola na região de S. Domingos e era casado com Beatriz Monteiro de Queirós, natural da mesma ilha e neta de Catarina Monteiro de Queirós que instituiu o morgadio da "Boa Ventura".

O brasão de armas desenhado na sua lápide é o mesmo dos Cardosos do sítio do mesmo nome em Portugal. Com o falecimento do governador Gamboa Ayalla em Outubro de 1650 e encontrando-se o arquipélago sem bispo nomeado (que normalmente assumiria o cargo) e estando o governo de Portugal às voltas com a Restauração, o governo das ilhas foi assumido provisoriamente pela Câmara da Ribeira Grande.

Esta entendeu fazer uma eleição que resultou favorável a Cardoso que foi então empossado pela mesma Câmara a 16 de Outubro do mesmo ano. Este facto explica-se assim mais pelo abandono a que a metrópole votara as ilhas do que por uma política isenta de preconceitos raciais.

Abandono este devido à pobreza das ilhas e ao facto do governo, do então recém libertado Portugal, estar mais preocupado com a reacção filipina à revolta portuguesa.

Note--se também que este governador não foi nomeado pelo governo central mas saiu duma decisão da câmara local que lhe conferiu posse! Ou seja os próprios moradores de Santiago que escolheram o governador!

Pedro Semedo Cardoso teve no entanto um governo difícil, tendo que fazer frente aos seus adversários políticos e aos outros proprietários que escreveram ao Rei pedindo a sua substituição no que foram prontamente atendidos, tendo sido nomeado Jorge de Mesquita Castelo Branco em Agosto de 1651 e que recebeu o poder das mãos do próprio Cardoso que lhe conferiu posse em Dezembro do mesmo ano na Câmara da cidade, o que acontecia pela primeira vez em Cabo Verde (e no império português) passando desde então os governadores a tomarem posse nas câmaras.

Os problemas que Cardoso enfrentou como governador quase que anunciam os que o cons. Martins irá enfrentar no séc. XIX, pois, também ele entrou em confronto com os proprietários da ilha de Santiago que conseguiram de Lisboa a sua demissão.

Por outro lado, segundo Ruy Cinatti, era mulato e "foi tratado com desprego por John Nieuhoff, agente da Companhia Holandesa das índias Orientais", ou seja, teve problemas em se impor perante os representantes de outro país colonial, tal como Honório Barreto terá também no séc. XIX. Seja como for, Pedro Semedo Cardoso e Sérgio Duarte Fonseca, (este nomeado pelo governo central depois do 25 de Abril de 1974) foram os únicos cabo-verdianos naturais das ilhas que ascenderam ao cargo máximo da colónia de Cabo Verde.

(Leão do Sacramento Monteiro (1962-70) era natural de Lisboa e o Almirante Vicente Pereira de Eça (1975), nascido por acaso na cidade do Mindelo, não pode ser considerado cabo-verdiano). 1

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Notas de sepultura:

Dizeres da pedra tumular: " fidalgo de antiga linhagem nos reinos de Portugal
pelos seus antepassados; por Decreto real de 1650, 19º Governador e 1º capitão
general destas ilhas de Cabo Verde e seus distritos". Esta pedra tumular foi
transferida da Cidade Velha para a entrada da Igreja de S. Domingos

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Acontecimentos notórios de sua vida:
o profissão: funcionário da Câmara Municipal: Cidade Velha, Ilha de Santiago, Cabo Verde. 2

Pedro casou-se com Beatriz Monteiro de QUEIROZ *, daughter of André Álvares de ALMADA * and Francisca Monteiro de QUEIROZ *, in Cidade Velha, Ilha de Santiago, Cabo Verde. (Beatriz Monteiro de QUEIROZ * was born cerca de 1610.)

Sources

1* A Imprensa Cabo-verdiana (1820-1975), João Nobre de Oliveira, A Imprensa Cabo-verdiana (1820-1975) (Edição da Fundação Macau - Direcção dos serviços de Educação e Juventude; Setembro de 1998, por ocasião da visita oficial a Cabo Verde do Governador de Macau, General Vasco Rocha Vieira. ISBN 972-658-017-X).

2*História Geral de Cabo Verde, volume II, vários autores (1995), História Geral de Cabo Verde, volume II. página 522. IICT-Lisboa; INC-CV.

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Carta de Francisco X. R. Mascarenhas, pai do João StÀubyn Mascarenhas.

João StÀubyn Mascarenhas, de 25 anos de idade, solteiro, marítimo, desembarcado no Rio de Janeiro em Setembro de 1947, de bordo do hiate inglês ISOLA, é descendente dos percursores da independência do Brazil, capitão e ricaço José de Rezende Costa e de seu filho também José de Rezende Costa, como se passa a demonstrar.
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Como se vê, não só a páginas 25 da obra "ARQUIPÉLAGOS DO BRAZIL", da autoria do Dr. Mucio-Emilio Nelson de Sena, do Instituto Histórico e Geográfico Brazileiro, da Academia de letras e professor Cathedrádico da Universidade de Minas Gerais, e como a página 880 da "Grande Enciclopédia Portugueza Brasileira 5, Volume VII, o alferes do Regimento de Dragões, Joaquim José da Silva Xavier, O TIRADENTES, mais o capitão José de Rezende Costa, pai e José de Rezende Costa filho, ambos de Minas Gerais, e outros descritos a páginas 25 da obra citada do Snr. Dr. Nelson de Sena, tomaram parte em 1789, na célebre conjuração mineira que tinha por fim proclamar a independência e a República do Brazil.


Descoberta a conjuração, foram todos presos e condenados à morte, sendo enviados para a ilha das Cobras onde ficaram aguardando a execução da sentença.


Em 1872 o TIRADENTES foi enforcado no Rio de Janeiro, com grande escândalo público e aos outros cúmplices foi comutada a pena de morte pela deportação por dez anos.


O capitão José de Rezende Costa pai, foi mandado para Bissau e seu filho também José Rezende de Costa foi deportado para Cabo Verde.


Este, Chegado a Cabo Verde, foi residir na ilha do Fogo, donde veio posteriormente para a cidade da Praia, capital da Colónia.


Veja a história da conspiração mineira de J. Norberto da Silva, editada em 1860.


Cumprida que foi a deportação por dez anos, José de Rezende Costa filho, regressou ao Brazil, donde foi levado para Portugal e empregado no Erário Público e na casa das Rainhas.

Dois anos depois abandonou os empregos e regressou ao Brazil, onde já velhinho assistiu ainda à proclamação da independência da sua pátria, tendo o povo, nesse dia (7-9-1822) entrado na sua casa donde o tiraram levando-o em charola pelas ruas, com gritos de viva a independência, viva a República e viva o Brazil.


Diz-se que dos da conjuração mineira de 1789 foi ele o único (ou dos poucos) que chegou a ver realizado o seu desejo.


Ao sair ele de Cabo Verde deixou ali o seu filho Marcelino de Rezende Costa, que residiu na cidade da Praia e construiu na rua hoje denominada Sá da Bandeira, um prédio de dois andares, único nesse género, ao tempo, que presentemente fica vis-a-vis ao edifício Filial do Banco Nacional Ultramarino, e em cuja grade de ferro da varanda de sacada do meio, se vêem as sua iniciais M.R.C.


Marcelino de Rezende Costa constituiu família, casando com Ludovina da Graça Rezende de quem teve um filho de nome António de Rezende Costa, nascido em 17 de Novembro de 1831 e foi proprietário, funcionário aduaneiro e depois professor primário oficial.


António de Rezende Costa, casou em 28 de Novembro de 1857, com Tereza Semedo Rezende, bisneta de Pedro Semedo Cardoso, que foi o 19º Governador de Cabo Verde (1550) e teve dela, entre outros, uma filha de nome Ludovina da Graça Rezende, nascida em 11 de Novembro de 1862, mais tarde Ludovina da Graça Rezende Mascarenhas depois que casou com o tenente-médico Lourenço Loyola da Silva Mascarenhas.

 

Ludovina da Graça Rezende Mascarenhas que é ainda viva e completou 85 anos de idade em 11 de Novembro de 1947, reside na Praça do Albuquerque, no prédio nº12, e gerou Francisco Xavier de Rezende Mascarenhas, que nasceu na Praia em 27 de Maio de 1883.

Francisco Xavier de Rezende Mascarenhas, que conta hoje 64 anos de idade, é funcionário do Estado aposentado, casou com D. Maria Constança St Àubyn Mascarenhas, filha do londrino Edmundo Charles St`Áubyn, de quem teve entre outros, João St`Aubyn Mascarenhas, pessoa de quem trata esta narrativa.

 

Na campa de Pedro Semedo Cardoso, em mármore, que foi transladado do cemitério da freguesia do Santíssimo Nome de Jesus para a freguesia de São Nicolau Tolentino, além das armas da sua família lê-se o seguinte:

"Sepultura de Pedro Semedo Cardoso, fidalgo de antiga linhagem nos Reinos de Portugal, pelos seus antepassados, capitão Geral e Governador que foi desta ilha, e de sua mulher Beatriz Monteiro de Queiroz."

B.B.- João St´Aubyn Mascarenhas foi para o Brazil sem passaporte porque era tripulante de um hiate francez, mas está munido dos seguintes documentos:
1. - Certidão de idade
2. - Bilhete de identidade
3.- Cédula marítima
4. - Certificado limpo, do registo criminal
5. - Documento de ter prestado serviço militar
6. - Licença militar para se ausentar

Cidade da Praia, 20 de Novembro de 1947


(Francisco X. R. Mascarenhas, pai do João StÀubyn Mascarenhas)

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Caro Primo João de Brito, Câmara Mascarenhas

Depois mando-te mais umas fotos dos nossos antepassados pois agora quero principalmente enviar-te a cópia de um documento que o meu pai guardou e que foi enviado pelo avô Chico para o Governo do Brasil na altura em que o teu pai têve aquele problema, e que se destinava a abonar em seu favor no julgamento. No caso de ainda não o teres julgo que terás todo o interesse em possuir esses dados.


Já agora aproveito para te contar que no dia em que o teu pai embarcou no tal Yate em S.Vicente, eu era miúdo e estava em casa da Avó Bia quando me apercebí que ela estava naquela varanda sentada numa cadeira de baloiço a olhar para o mar e a chorar muito.

Intrigado com a situação perguntei-lhe porque chorava assim tanto, e como não me disse, fiquei comovido com o choro dela e comecei também a chorar. Ela ficou muito comovida com a minha solidariedade ofereceu-me uma guloseima e explicou-me então que era o teu pai que tinha ido procurar a vida para outro lado.


Foi uma cena tão forte que me lembro dela como se fosse hoje. Conhecí o teu pai nessa altura e tenho bem presente a imagem dele com um físico todo atleta pois era um excelente nadador.

 Um grande abraço de teu primo Eduardo Salomão Mascarenhas.
   

V O L V E R